ABRACAM https://abracam.com/ Associação Brasileira de Câmbio Thu, 20 Aug 2026 21:04:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://abracam.com/wp-content/uploads/2021/12/cropped-Logotipo-ABRACAM-2-09-1-32x32.png ABRACAM https://abracam.com/ 32 32 ABRACAM recebe Mastercard em Café da Manhã com Associados https://abracam.com/abracam-recebe-mastercard-em-cafe-da-manha-com-associados https://abracam.com/abracam-recebe-mastercard-em-cafe-da-manha-com-associados#respond Thu, 20 Aug 2026 18:49:37 +0000 https://abracam.com/?p=39778 ABRACAM recebe Mastercard em Café da Manhã com Associados Encontro apresentou o Mastercard Move e discutiu soluções para pagamentos internacionais, […]

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ABRACAM recebe Mastercard em Café da Manhã com Associados

Encontro apresentou o Mastercard Move e discutiu soluções para pagamentos internacionais, além do avanço das stablecoins e da tecnologia blockchain

A ABRACAM realizou nesta quinta-feira (20) mais uma edição do Café da Manhã com Associados e desta vez recebeu a Mastercard para uma conversa sobre os caminhos que os pagamentos internacionais vêm tomando e as soluções que estão sendo desenvolvidas para tornar essas operações mais rápidas e acessíveis para pessoas físicas e empresas.

Mastercard Move e a evolução dos pagamentos internacionais

Com o tema Mastercard Move: pagamentos internacionais mais simples, previsíveis e rápidos para pessoas físicas e empresas, o encontro iniciou com a apresentação de Pratik Khowala, Executive Vice President e Global Head of Transfer Solutions da Mastercard, apresentando o Mastercard Move; uma plataforma da Mastercard que facilita a movimentação e transferência de dinheiro entre diferentes países. Pratik também abordou as mudanças no mercado de pagamentos cross-border e a necessidade de oferecer transferências internacionais com mais velocidade e segurança. Além disso, explicou como o serviço conecta diferentes formas de movimentação de recursos, entre elas contas bancárias, cartões e carteiras digitais, em mais de 200 países.

Falando mais especificamente sobre as soluções disponíveis, José Interiano, Senior Vice President e Latin America Head of Transfer Solutions da Mastercard, apresentou aos associados o portfólio do Mastercard Move e suas funcionalidades. Cesar Borali, Vice President e Brazil Business Development Head of Transfer Solutions da Mastercard, trouxe para os associados exemplos práticos de como esses serviços podem ser utilizados no dia a dia por beneficiários e empresas que realizam operações internacionais.

Pratik Khowala – Executive Vice President, e Global Head of Transfer Solutions, Mastercard

Jose Interiano – Senior Vice President e Latin America Head of Transfer Solutions, Mastercard

Stablecoins e novas tecnologias

A conversa também passou pelo crescimento das stablecoins e pelo impacto dessas novas tecnologias na infraestrutura de pagamentos. O assunto ganhou ainda mais relevância diante da recente aquisição da BVNK pela Mastercard. José Interiano explicou como a companhia vem trabalhando para aproximar a infraestrutura financeira tradicional das soluções baseadas em blockchain, criando alternativas para liquidação e pagamentos cross-border.

Conteúdo e networking

Após as apresentações, os associados puderam tirar dúvidas e conversar com os executivos da Mastercard sobre os temas apresentados. O encontro terminou em um momento descontraído de networking, que permitiu a troca de experiências e a aproximação entre os participantes.

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ABRACAM marca presença no Blockchain Rio 2026 https://abracam.com/blockchain-rio-2026 https://abracam.com/blockchain-rio-2026#respond Thu, 13 Aug 2026 17:33:50 +0000 https://abracam.com/?p=39707 ABRACAM leva debate sobre eFX, stablecoins e regulação ao Blockchain Rio 2026 A ABRACAM promoveu, pelo segundo ano consecutivo, o […]

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ABRACAM leva debate sobre eFX, stablecoins e regulação ao Blockchain Rio 2026

A ABRACAM promoveu, pelo segundo ano consecutivo, o palco Global Finance, no Blockchain Rio, um encontro sobre tecnologia e finanças digitais no país. Entre os temas discutidos na programação organizada pela associação estava o eFX, assunto que ganhou centralidade no mercado após as recentes publicações do Banco Central sobre o segmento.

O Blockchain Rio acontece há quatro anos e reúne profissionais, especialistas e players do setor para discutir em nível técnico e institucional, os temas que estão redirecionando as finanças digitais.

Regulação, ativos virtuais e infraestrutura marcam a manhã no palco Global Finance

Abrindo a programação, o diretor executivo da ABRACAM, Fernando Borges, deu as boas-vindas ao público apresentando a Associação Brasileira de Câmbio (ABRACAM) e falou sobre as iniciativas que a associação promove perante o mercado, com destaque para as comissões de Ativos Virtuais. Fernando também tratou das conquistas recentes das corretoras de câmbio, em especial o aumento do limite operacional do segmento, avanço apontado como relevante para um mercado em constante evolução. Ao lado dele, a presidente executiva da ABRACAM, Kelly Gallego Massaro, acompanhou a programação reforçando a presença da associação no Blockchain Rio 2026.

Na sequência, o palco recebeu o painel Stablecoins e o futuro do Câmbio, que discutiu como os ativos virtuais estão ampliando o acesso a finanças globais. Logo após, os painelistas trouxeram o tema eFx e pagamentos, com os profissionais apresentando suas perspectivas sobre o futuro das remessas internacionais. Encerrando o primeiro bloco, o palco trouxe debates sobre infraestrutura da economia digital, expandindo a abordagem para liquidez, custódia, regulação, desafios e pontos positivos do arcabouço regulatório para quem constrói infraestrutura no setor, além de temas como confiança e governança.

Tecnologia, crimes financeiros e o mercado de trabalho no setor

No período da tarde, o palco Global Finance chegou às suas últimas apresentações, com novos especialistas explorando outros pontos relevantes para quem acompanha de perto a evolução do sistema financeiro. As discussões passaram pelo tema Regulação: Construindo um ambiente favorável à inovação, no qual os profissionais abordaram os avanços regulatórios e a importância de um ambiente equilibrado para o desenvolvimento do mercado.

Em seguida o debate trouxe para os participantes Inteligência Artificial e o futuro das instituições financeiras, explorando como as novas tecnologias estão transformando a forma como os serviços são prestados, o relacionamento com clientes e a gestão de riscos nesta área.

Os crimes financeiros também têm ganhado espaço nos debates do segmento, principalmente por se tratar de uma prática que pode ser prevenida e combatida com a adoção de boas práticas de mercado e o cumprimento das normas e regulamentações estabelecidas pelo órgão regulador. Ampliando essa discussão, os painelistas falaram sobre os caminhos para fortalecer a integridade do sistema financeiro e combater essas práticas no setor. Na sequência, a programação abordou carreiras do mercado e as oportunidades que surgem na conexão entre finanças tradicionais e ativos virtuais, destacando o crescimento do segmento nos últimos anos e o interesse de novos profissionais pela área.

Encerrando um dia de muito conteúdo, aprendizado e insights, os painelistas discutiram os dois últimos temas da programação: O Brasil como Hub Financeiro Internacional e Global Payments. Conduzido integralmente em inglês.

Compromisso da ABRACAM com o setor

Só neste ano, a ABRACAM promoveu mais de três encontros com o intuito de seguir com a missão e visão da associação para o mercado. Além de representar o mercado financeiro, cambial e de ativos virtuais perante o órgão regulador, a ABRACAM acredita que promover e apoiar eventos como Blockchain contribui para tornar o setor mais atualizado e regulado para atuação dos seus players.

No dia 10 de novembro, a associação irá promover o ABRACAM Speech, que será uma edição ainda mais especial, pois celebrará seus 25 anos de atuação no mercado. Será um evento que reunirá especialistas do setor para debater inovação, regulação, ativos virtuais, e demais assuntos relevantes para a área.

A pré-venda dos ingressos já estão liberadas no site: ABRACAM SPEECH – Edição especial 25 ANOS em São Paulo – Sympla

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ABRACAM 25 ANOS: Da origem à consolidação institucional https://abracam.com/abracam-25-anos https://abracam.com/abracam-25-anos#respond Fri, 24 Jul 2026 19:07:22 +0000 https://abracam.com/?p=39444 ABRACAM 25 ANOS: Da origem à consolidação institucional O dia 25 de julho é um grande marco para a Associação […]

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ABRACAM 25 ANOS: Da origem à consolidação institucional

O dia 25 de julho é um grande marco para a Associação Brasileira de Câmbio – ABRACAM, especialmente neste ano em que a instituição celebra seus 25 anos de história, uma trajetória marcada por desafios e conquistas, sempre pautadas pelo compromisso firme e constante com o fortalecimento do mercado de câmbio brasileiro.

Sua criação aconteceu em 2001, poucos anos após a adoção do regime de câmbio flutuante, implementado em 1999, período em que o país enfrentava um severo ciclo de desvalorização da moeda brasileira, com o fim da primeira fase do Plano Real, iniciada em 1994. Mesmo com a inflação já sob controle, essa mudança cambial passou a exigir maior adaptação e especialização dos profissionais que operavam no segmento. Também ficou evidente a necessidade de uma atuação mais próxima entre as instituições financeiras e o órgão regulador.

A ABRACAM surge então nesse contexto, justamente para consolidar a representação institucional e, em pouco tempo, torna-se referência nacional e internacional no segmento. Ao longo dessa trajetória, a entidade que lá trás, em 2001, havia sido criada por seis corretoras de câmbio, e nomeada inicialmente como Associação Brasileira das Corretoras de Câmbio, hoje, como entidade representativa de todos os players desse mercado, soma 119 associados, que constroem, ao seu lado, um legado de conquistas em favor do mercado.

A expansão das ações da ABRACAM

A ABRACAM, durante essa jornada, participou ativamente das principais transformações do mercado de câmbio brasileiro, aprimorou seu Código de Conduta Ética, estabelecendo rígidos princípios de conduta profissional, tanto internamente quanto para seus os associados; criou Comissão e Canal de Ética independentes; estruturou programas de capacitação e de certificação profissionais, permitindo a qualificação dos profissionais para atuar nesse mercado, não só contemplando o conhecimento das questões cambiais, mas também em termos de PLD/FTP; fortaleceu os laços de confiança com as autoridades governamentais, inclusive participando e contribuindo ativamente  com os processos de Consultas Públicas que deram origem às principais normas atuais; concebeu projetos voltados ao aperfeiçoamento da governança e dos controles internos das instituições autorizadas a operar em câmbio, como o Selo de Conformidade em PLD/FTP.

O mercado de câmbio brasileiro mantém sua dinâmica de atualizações, expandindo seus horizontes, e a ABRACAM, acompanhando essa evolução, passou a incorporar também, entre seus associados, instituições que operam com ativos virtuais, além de acompanhar o avanço da tecnologia e da segurança da informação, pautas essas que ganharam ainda mais força com o crescimento das fintechs, e da digitalização das operações no Sistema Financeiro Nacional. Esse avanço, porém, trouxe consigo novos desafios, particularmente em relação aos temas como a prevenção à lavagem de dinheiro, proteção de dados e governança corporativa, que passaram a ocupar posição central nos diálogos com o Regulador, exigindo das instituições financeiras medidas cada vez mais robustas na prevenção de fraudes e no fortalecimento da conformidade regulatória.

Partindo desse princípio, a ABRACAM resolveu possibilitar a expansão do Selo de Conformidade em PLD/FTP, mecanismo que já contava com o reconhecimento tanto do Banco Central quanto do COAF, de forma a ampliar o seu alcance, para abranger todo o mercado financeiro. Isso foi possível por meio do desenvolvimento de parcerias com entidades de classe congêneres como ABBC,  ABCD,  ABIPAG, ABFINTECHS , ABRANET, ACREFI, PAGOS  e Zetta.

Ao olhar para essa trajetória de 25 anos, a ABRACAM reconhece que não é possível trilhar esse longo caminho isoladamente. 

Essa história foi construída pela dedicação da sua gestão executiva, do seu conselho de administração, dos colaboradores, dos associados e parceiros institucionais que, ao longo desses anos, ajudaram a fortalecer a nossa representação nesse mercado.

A todos que contribuíram para essa caminhada, o nosso mais sincero reconhecimento.

Nas palavras de Kelly Gallego Massaro, presidente executiva da ABRACAM, “Celebrar essa data é reafirmar o compromisso que acompanha a entidade desde sua fundação: representar o setor com responsabilidade, promover conhecimento e contribuir para um mercado de câmbio cada vez mais moderno, eficiente e preparado para o futuro”.

Em comemoração a esse marco histórico e como forma de celebrar os 25 anos de atuação da instituição, a ABRACAM reunirá associados, parceiros, autoridades e representantes do mercado em uma edição especial do ABRACAM SPEECH, no dia 10 de novembro. O evento será dedicado à celebração dessa trajetória, além de promover debates sobre os principais temas e desafios que moldam o futuro do mercado de câmbio e do sistema financeiro. 

Garanta sua participação: ABRACAM SPEECH – Edição especial 25 ANOS

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Nota à imprensa: resposta a questionamentos internacionais sobre o modelo regulatório do Pix https://abracam.com/nota-a-imprensa%3A-resposta-a-questionamentos-internacionais-sobre-o-modelo-regulatorio-do-pix https://abracam.com/nota-a-imprensa%3A-resposta-a-questionamentos-internacionais-sobre-o-modelo-regulatorio-do-pix#respond Wed, 03 Jun 2026 15:01:06 +0000 https://abracam.com/?p=39233 Nota à Imprensa A ABRACAM se manifesta sobre a classificação preliminar divulgada pelo USTR, que enquadra como injusto e discriminatório […]

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Nota à Imprensa

A ABRACAM se manifesta sobre a classificação preliminar divulgada pelo USTR, que enquadra como injusto e discriminatório o papel do Banco Central do Brasil como regulador e operador do sistema de pagamentos instantâneos Pix, sob o argumento de que essa configuração institucional desfavorece provedores estrangeiros de serviços de pagamento.

Desde seu lançamento, em novembro de 2020, o Pix se consolida como o principal instrumento de inclusão financeira do país. Com praticamente a totalidade das operações realizadas via telefone celular, aparelho já amplamente adotado pelos brasileiros, o sistema integrou ao sistema financeiro formal uma parcela significativa da população historicamente desatendida. No primeiro ano completo de operação, em 2021, o Pix acumulou cerca de 4 bilhões de transações e aproximadamente R$ 2 trilhões movimentados. Ao final de 2025, esses números haviam alcançado patamares estimados em 22 bilhões de transações no último trimestre e volume anual superior a R$ 10 trilhões, expansão que reflete tanto a adoção massiva quanto a ampliação do mercado de pagamentos como um todo.

No que se refere ao argumento de que provedores estrangeiros teriam sido prejudicados, os dados do setor de cartões merecem atenção. Em 2020, o segmento registrou cerca de R$ 2 trilhões movimentados em aproximadamente 23 bilhões de transações. Em 2025, esses números evoluíram para R$ 4,5 trilhões e 48 bilhões de transações, crescimento expressivo e simultâneo ao avanço do Pix.
Os dados, portanto, apontam para uma expansão do mercado total. O Pix incorporou ao sistema financeiro uma base de usuários que anteriormente operava fora dele, criando condições para que essa mesma população acesse, progressivamente, produtos e serviços de crédito e pagamento oferecidos também pelas bandeiras internacionais.

Além do impacto econômico, cabe destacar que a inclusão financeira promove a formalização das transações, o que contribui diretamente para a prevenção a ilícitos financeiros. O barateamento do acesso, a produção de dados e o consequente monitoramento de operações são instrumentos relevantes no combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

A Associação reafirma que o Brasil é signatário dos principais acordos internacionais na matéria e tem demonstrado comprometimento contínuo com a adoção e o aprimoramento das melhores práticas de PLD/FTP. Nesse contexto, é certo que a imposição de obstáculos ao comércio internacional gera maior fricção entre os mecanismos de monitoramento e controle de cada país, podendo estimular a migração de transações para canais informais, reduzir a rastreabilidade das operações e fragilizar os sistemas de
pagamentos transfronteiriços.

Por fim, a ABRACAM manifesta seu apoio ao Banco Central do Brasil e reitera seu compromisso com o aprimoramento contínuo do Sistema Financeiro Nacional. A Associação entende que eventuais disparidades devem ser tratadas por vias técnicas, fundamentadas em evidências e em cooperação internacional, com enfrentamento inabalável do crime organizado, em proteção à integridade dosistema financeiro e em benefício da sociedade.

Associação Brasileira de Câmbio – ABRACAM.

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ABRACAM, FEBRABAN, Exchange e Banco Central promovem reunião sobre os desafios e perspectivas do eFX na Resolução BCB nº 561/2026 https://abracam.com/abracam%2C-febraban%2C-exchange-e-banco-central-promovem-reuniao-sobre-os-desafios-e-perspectivas-do-efx-na-resolucao-bcb-no-561/2026 https://abracam.com/abracam%2C-febraban%2C-exchange-e-banco-central-promovem-reuniao-sobre-os-desafios-e-perspectivas-do-efx-na-resolucao-bcb-no-561/2026#respond Tue, 02 Jun 2026 22:36:08 +0000 https://abracam.com/?p=39175 Nesta terça-feira (02), foi realizado o encontro eFX: Perspectivas e Desafios da Resolução BCB nº 561/2026, promovido pela ABRACAM, FEBRABAN, […]

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Nesta terça-feira (02), foi realizado o encontro eFX: Perspectivas e Desafios da Resolução BCB nº 561/2026, promovido pela ABRACAM, FEBRABAN, Exchange e Banco Central do Brasil, no Hotel Renaissance, em São Paulo. A reunião reuniu associados e prestadores de serviços para debater as expectativas do órgão regulador para os serviços de eFX, como o serviço será operado e supervisionado pelo Banco Central, além dos pontos positivos e dos riscos inerentes a esses serviços.

A abertura do evento contou com as palavras de boas-vindas da Presidente Executiva da ABRACAM, Kelly Gallego Massaro, Marcelo Lima, da Febraban, e Nildo Iorio, da Exchange, que contextualizaram o surgimento do eFX e sua evolução até a regulamentação atual.

Rafael Pressi e Eduardo Nogueira Liberato, do DEREG, apresentaram a revisão regulatória do serviço, abordando as principais alterações da norma com foco em segurança, transparência e eficiência. Entre os destaques, apresentaram a exigência de que os prestadores obtenham a autorização do BCB, a flexibilização do uso do eFX para mercados financeiros, a inclusão do uso de gift cards e as novas obrigações de prestação de informações ao Banco Central, que passarão a ser enviadas mensalmente pelas instituições, com maior nível de detalhamento.

Nilo Albino Tezzari, representante do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (DESIG), trouxe ao público os pontos de atenção relevantes para o monitoramento do setor. Apresentou um comparativo entre o formulário ACAM220 e o ACAM225, que entrará em vigor em outubro deste ano. Com a nova sistemática, as instituições terão maior responsabilidade no envio de informações, que passarão por verificações e validações pelo Banco Central, incluindo a conferência de pertinência dos valores e a integração com os controles de PLD, seguindo o mesmo padrão já aplicado nas operações de câmbio tradicional.

Renato Salgado Beato, do DEORF, abordou os critérios de análise utilizados pelo Departamento no monitoramento das instituições de pagamento. Apresentou informações sobre quem pode ser controlador, capital mínimo exigido para IPs, arquivamento e indeferimento de processos, reputação dos administradores e revisão das decisões de autorização, reforçando a importância da instrução correta dos processos para que o DEORF possa conduzir as análises com maior agilidade.

Encerrando as apresentações, Simone Miyuki e Gerson Romantini, do Departamento de Supervisão de Conduta, DECON, explicaram o fluxo do eFX no Brasil com exemplos práticos e casos reais. Simone destacou que uma das principais mudanças trazidas pela nova regulamentação é a responsabilidade atribuída ao prestador do eFX de identificar as contas em reais e conhecer seus clientes. Gerson reforçou as expectativas do regulador em relação às instituições e afirmou a necessidade estarem devidamente preparados. Segundo o DECON, espera-se que as instituições reforcem os mecanismos de identificação da origem dos recursos envolvidos nas operações.

Ao final do evento, Kelly Gallego Massaro conduziu a sessão de perguntas do público aos representantes do órgão regulador.

Confira abaixo alguns registros do encontro.

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Nota Conjunta em apoio ao Presidente do Banco Central do Brasil, na defesa da autonomia financeira e orçamentária da Autoridade Monetária https://abracam.com/nota-conjunta-em-apoio-ao-presidente-do-banco-central-do-brasil https://abracam.com/nota-conjunta-em-apoio-ao-presidente-do-banco-central-do-brasil#respond Wed, 20 May 2026 15:36:26 +0000 https://abracam.com/?p=39085 Nota Conjunta em apoio ao Presidente do Banco Central do Brasil, na defesa da autonomia financeira e orçamentária da Autoridade […]

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Nota Conjunta em apoio ao Presidente do Banco Central do Brasil, na defesa da autonomia financeira e orçamentária da Autoridade Monetária

As entidades de classe signatárias, representativas de instituições financeiras e entidades que atuam no mercado financeiro, que juntas congregam um número superior a mil e quinhentos associados, manifestam seu apoio ao Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, em sua importante defesa da autonomia financeira e orçamentária da Autoridade Monetária.

As entidades reconhecem a urgente necessidade do reforço orçamentário e do quadro de pessoal, para que o Órgão possa continuar atuando em sua árdua tarefa de regulação, supervisão e fiscalização de um gigantesco sistema financeiro, que a cada dia se torna ainda maior e mais complexo, com a incorporação de novas modalidades de negócios, de novos modelos de instituições financeiras, além das exigências também crescentes no emprego de modernas tecnologias.

Colocar o Brasil em linha com outras economias do mundo não só dá mais ferramentas ao Regulador, como também reduz a percepção de risco do País, garante mais estabilidade da política monetária e abre caminho para um sistema financeiro moderno e atual.

Só com um Banco Central independente, fortalecido e competente, que esteja à altura de seus desafios, a população e o setor produtivo brasileiros poderão se beneficiar de um sistema financeiro saudável e sustentável, capaz de evitar crises que podem afetar severamente a economia nacional, a credibilidade do setor, e impor custos adicionais à sociedade.

FEBRABAN – Federação Brasileira de Bancos;
ABAC – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios;
ABBC – Associação de Bancos Brasileiros;
ABBI – Associação Brasileira de Bancos Internacionais;
ABRACAM – Associação Brasileira de Câmbio;
ABCRIPTO – Associação Brasileira de Criptoeconomia;
ABECS – Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços
ABFINTECHS – Associação Brasileira de Fintechs;
ABIPAG – Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos;
ABRANET – Associação Brasileira de Internet;
ANEF – Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras;
ACREFI – Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento;
APIIMF – Associação para a Interoperabilidade das Infraestruturas do Mercado Financeiro; e
Zetta – Associação que reúne empresas de tecnologia atuantes no mercado financeiro e de pagamentos.

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Café da Manhã com Associados | Palestra “Câmbio instantâneo” https://abracam.com/cafe-da-manha-com-associados-palestra-cambio-instantaneo https://abracam.com/cafe-da-manha-com-associados-palestra-cambio-instantaneo#respond Fri, 08 May 2026 13:40:51 +0000 https://abracam.com/?p=39039 Stablecoins aceleram transformação do cross-border no Brasil Durante anos, o sistema de pagamentos internacionais operou sob transferências complexas, múltiplos intermediários, […]

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Stablecoins aceleram transformação do cross-border no Brasil

Durante anos, o sistema de pagamentos internacionais operou sob transferências complexas, múltiplos intermediários, liquidação em horários limitados e juros flutuantes. Hoje, as stablecoins chegaram ao mercado para mostrar que é possível fazer diferente. Elas estão emergindo como uma nova infraestrutura de liquidação internacional, permitindo que empresas e qualquer pessoa movimentem dólares digitais em tempo real e com taxas menores.

Antes, para comprar e enviar dólares, era necessário passar por um processo burocrático: enviar documentação para o banco ou para correspondente cambial, em horário comercial e em dias úteis. As taxas eram voláteis e o dinheiro demorava de um a três dias para chegar ao destino.

Como é feito o envio e a compra de dólar atualmente?

Na palestra realizada hoje na ABRACAM, ministrada pela Foxbit, Isac abordou o tema de como as stablecoins estão redefinindo o cross-border brasileiro e compartilhou com o público suas perspectivas sobre esse mercado, ressaltando que o processo está cada vez mais fácil e acessível graças ao avanço da tecnologia e das stablecoins.

Isac reforça que hoje temos aplicativos nas corretoras ou em carteiras digitais onde o serviço é seguro, disponível 24/7, sem distinção de estado, localidade, cor ou idade, qualquer pessoa pode aderir. O spread é mínimo, não há IOF em transações cripto-cripto, o envio é global, feito em segundos por centavos e chega ao destino em qualquer lugar do mundo.

“Hoje o dinheiro é totalmente digital. Essa é a experiência que o mercado está entregando hoje”, disse Isac.

Aylton Gonçalves – GMS Perspectivas | Imagem: ABRACAM

Como começou o mercado de stablecoins?

Esse mercado nasceu em 2014 com a Tether, que entendeu o sistema e teve a ideia de depositar um dólar no banco e emitir um token na blockchain representando esse valor. O que fizeram, na prática, foi tokenizar a moeda tornando-se a primeira tokenização de Real World Asset (RWA) da história. Foi a partir disso que surgiu a stablecoin.

Tipos de stablecoins

Existem diversos tipos de stablecoins:

  • Lastro em fiat
  • Lastro em commodities
  • Lastro em cripto
  • Algorítmica

Qual o cenário atual do mercado?

Embora essas mudanças tenham começado lá atrás, elas chegaram silenciosamente e foram se espalhando de forma rápida a ponto de hoje, empresas poderem emitir suas próprias moedas. Esse crescimento só tende a continuar. No Brasil, 90% do volume cripto já é stablecoin. O que antes era território de especuladores comprando Bitcoin, agora reflete um comportamento de investidor. Segundo Isac as transações cresceram 200% de 2023 para 2024. O mercado está se adaptando às mudanças tecnológicas, e ela veio para ficar.

“Quando as pessoas começam a entender que existe uma tecnologia mais eficiente, mais fácil de usar e mais barata, elas começam a usar”, afirma Isac.

Regulação desse mercado

Durante a palestra, Aylton Gonçalves, da GMS Perspectivas, apresentou aos associados a Lei nº 14.478/2022, regulamentada pelo Banco Central por meio da Resolução BCB nº 520, que define quais instituições podem prestar serviços relacionados a ativos virtuais. Em sua fala, Gonçalves destacou que o regramento atual do Banco Central não permite que instituições participem da cadeia de ativos virtuais sem estarem enquadradas em um dos segmentos previstos: intermediador, custodiante, provedor de liquidez ou formador de mercado. Ele também reforçou a importância da regularização para atuar nesse mercado

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Banco Central publica novas regras para eFX com vigência a partir de outubro de 2026 https://abracam.com/banco-central-publica-novas-regras-para-efx-com-vigencia-a-partir-de-outubro-de-2026 https://abracam.com/banco-central-publica-novas-regras-para-efx-com-vigencia-a-partir-de-outubro-de-2026#respond Mon, 04 May 2026 21:01:38 +0000 https://abracam.com/?p=39015 Banco Central publica novas regras para eFX com vigência a partir de outubro de 2026 Na última quinta-feira (30), o […]

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Banco Central publica novas regras para eFX com vigência a partir de outubro de 2026

Na última quinta-feira (30), o Banco Central divulgou a Resolução BCB nº 561/2026, que altera a Resolução BCB nº 277/2022, no âmbito da Lei nº 14.286/2021, para aprimorar as regras do serviço de pagamento ou transferência internacional (eFX), com reforço dos requisitos de segurança, transparência e PLD-FT, ampliação das obrigações de prestação de informações ao Banco Central e definição mais rigorosa das condições operacionais. A alteração entra em vigor em 1º de outubro de 2026.

A ABRACAM destacou as principais mudanças:

– Reforço dos requisitos de segurança, transparência e PLD-FT;

– Estabelecimento da obrigação de prestar informações detalhadas mensalmente ao BCB;

– Exigência de segregação de contas destinadas exclusivamente ao trânsito de recursos de clientes de eFX;

– Permissão de transferências até USD10 mil relacionadas a investimentos no mercado financeiro e de capitais;

– Vedação do uso de ativos virtuais para o pagamento ou recebimento entre prestador de eFX e sua contraparte no exterior.

Destacam-se na norma:

– A aquisição de bens e serviços, no País ou no exterior, mediante solução de pagamento digital oferecida pelo prestador de eFX, passa a ter limite de USD10 mil no caso de não haver integração a plataforma de comércio eletrônico (art. 49, I, b).

– Cria a opção de transferência de até USD10 mil relacionados a investimento no mercado financeiro e no mercado de valores mobiliários, no país ou no exterior (art. 49, V).

– Retira a previsão de prestar eFX de outras pessoas jurídicas e das IPs não autorizadas a operar pelo BCB ou que não sejam emissoras de moeda eletrônica, de instrumento de pagamento pós-pago ou credenciadora (art. 49, § 2º).

– Explicita que o prestador de eFX só pode iniciar a prestação desse serviço cinco dias úteis após incluir a respectiva modalidade no Unicad; e que a prestação do eFX não dispensa a observância das demais regulamentações do BCB, inclusive quanto à necessidade de autorização para a realização de outras atividades (art. 49, §3º e §4º).

– Sobre o pagamento ou recebimento entre prestador de eFX e sua contraparte no exterior, veda o uso de ativos virtuais; e inclui a possibilidade de eFX para ajuste, estorno, devolução, ressarcimento ou remuneração da prestação do eFX (art. 50, I e II).

– Define usuário remetente; usuário destinatário; e contraparte no exterior (art. 50-A).

– Estabelece que o usuário remetente no país deve ser cliente do prestador de eFX; que o prestador de eFX deve possuir relação contratual com a contraparte no exterior e adotar os procedimentos de KYC; que a instituição autorizada a operar no mercado de câmbio e a instituição mantenedora da conta de depósito ou de pagamento pré-paga do prestador de eFX devem monitorar a compatibilidade das informações coletadas do seu cliente prestador de eFX com as operações e movimentações decorrentes da prestação do eFX (art. 50-B).

– Estabelece a necessidade de guarda de documentação pelo eFX por 10 anos (art. 50-C).

– Estabelece que (art. 54-A):

• O valor em reais somente pode ser entregue pelo usuário remetente ao prestador de eFX: em conta de depósito/pagamento do usuário remetente; boleto tendo como pagador o usuário remetente e como beneficiário o prestador de eFX; ou instrumento de pagamento limitado a R$1 mil sem possibilidade de recarga ou saque, devendo o prestador de eFX estabelecer relação contratual com o emissor não sujeito a autorização para funcionar pelo BCB e adotar procedimentos de KYC.

• O valor em reais somente pode ser entregue pelo prestador de eFX ao usuário destinatário mediante crédito à conta de depósito ou de pagamento pré-paga de titularidade desse usuário (exceto o saque de recursos realizado no país utilizando cartão ou outro meio de pagamento eletrônico de uso internacional emitido no exterior).

•Caso o prestador de eFX não possua conta de reserva ou de liquidação no BCB, o recebimento dos reais do usuário remetente e a entrega dos reais ao usuário destinatário somente pode ocorrer por meio de conta de depósito ou de pagamento pré-paga titulada pelo prestador de eFX, observado que referida conta deve ser mantida em instituição autorizada a operar em câmbio e ter como propósito único a viabilização da prestação do serviço de eFX.

•  É vedada a compensação pelo prestador de eFX entre os reais recebidos do usuário e os reais entregues ao usuário.

– Estabelece a obrigação de incluir a modalidade eFX no Unicad até 30.10.2026 (art. 56-A).

– Estabelece que os prestadores de eFX não listado como passível de operar eFX só podem continuar prestando o serviço se solicitar autorização para ser uma instituição autorizável até 31.5.2027, especificando os serviços de eFX que pode prestar enquanto o BCB não decide a autorização (art. 56-B).

– Estabelece que a instituição autorizada a operar no mercado de câmbio e a instituição mantenedora da conta de depósito ou de pagamento pré-paga do prestador de eFX deve manter os dados cadastrais do prestador de eFX e capaz de comprovar perante o BCB que se certificou de que o prestador de eFX adota políticas, procedimentos e controles internos para cumprir os deveres e as obrigações (art. 56-C).

– Mantem a obrigação de as instituições autorizadas a operar no mercado de câmbio prestarem informações sobre as transferências unilaterais, por meio do Sistema Câmbio, até o dia dez do mês subsequente (art. 81).

– Estabelece que as seguintes instituições autorizadas a funcionar pelo BCB devem prestar informações sobre o eFX, por meio do Sistema Câmbio, até o dia dez do mês subsequente (art. 81-A):

•  Emissor do cartão de uso internacional emitido no país e credenciador que habilita recebedores para a aceitação no país de cartão de uso internacional emitido no exterior, nos casos de utilização de cartão de uso internacional.

•  Instituição autorizada a operar no mercado de câmbio que realize a operação de câmbio, nas transações eFX com correspondente operação de câmbio.

• Instituição autorizada a operar no mercado de câmbio mantenedora de conta em reais de não residente que realize movimentação de interesse de terceiros, nas transações eFX com correspondente movimentação.

• Prestador do serviço eFX, nas demais transações eFX com correspondente envio de recursos do prestador eFX para conta em reais de não residente ou recebimento de recursos pelo prestador eFX de conta em reais de não residente.

•  Instituição autorizada a operar no mercado de câmbio mantenedora da conta pré-paga titulada pelo prestador de eFX, nos totais movimentados em referida conta.

– Altera o Anexo V (“Códigos de classificação da finalidade para operação própria de instituição autorizada, para operação entre instituições autorizadas, para operação de instituição autorizada com prestador de eFX, para operação de instituição autorizada com o Banco Central do Brasil ou para operação especial. Inclui movimentação de conta de não residente, quando exigida”) para incluir: demais bens; demais serviços; mercado financeiro e de valores mobiliários.

– As revogações referem-se a previsões redistribuídas nos novos artigos e incisos.

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Aliciamento Corporativo: Como Identificar e Prevenir Fraudes Internas https://abracam.com/aliciamento-corporativo%3A-como-identificar-e-prevenir-fraudes-internas https://abracam.com/aliciamento-corporativo%3A-como-identificar-e-prevenir-fraudes-internas#respond Wed, 29 Apr 2026 16:42:13 +0000 https://abracam.com/?p=38966 Aliciamento Corporativo: Como Identificar e Prevenir Fraudes Internas A palestra conduzida por Pablo Colombres, CEO da GIF International, nesta terça-feira […]

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Aliciamento Corporativo: Como Identificar e Prevenir Fraudes Internas

A palestra conduzida por Pablo Colombres, CEO da GIF International, nesta terça-feira (28)  na sede da ABRACAM, abordou um tema sensível e recorrente no ambiente corporativo, o aumento de fraudes internas, crimes cibernéticos e o aliciamento de funcionários. Embora não seja um assunto novo, ele tem ganhado cada vez mais visibilidade nos últimos anos.

Segundo o Relatório Integrado de 2025 do Banco Central, os incidentes cibernéticos no Sistema Financeiro Nacional cresceram 29% em relação a 2024. Parte desses ataques inclui o aliciamento de colaboradores com acesso a informações sensíveis, além de outras práticas como engenharia social e uso indevido de credenciais.

O que é o aliciamento e como ele acontece?

O aliciamento pode ser entendido como o ato de atrair ou cooptar um colaborador para ações ilícitas dentro de uma organização. É uma prática que vai além de setores específicos, ocorre em instituições financeiras, empresas de logística, comércio, câmbio e até em órgãos públicos.

“Qualquer segmento e instituição podem ser vítimas desse crime”, disse Pablo.

Dentro das instituições, o aliciamento costuma acontecer por meio de abordagens feitas pelos criminosos, que entram em contato com o indivíduo pelas redes sociais, por ligações ou até pessoalmente. O objetivo é recrutar o colaborador para ser a peça principal do crime, aproveitando o acesso que ele tem a informações sigilosas da instituição.

Quais são os tipos de aliciamento?

Durante a apresentação, foram destacados quatro tipos principais. O primeiro é o suborno ou corrupção, em que o colaborador fornece informações em troca de vantagem financeira. O segundo é a coerção e ameaça, quando a pessoa é pressionada a agir sob risco de vida ou violência. O terceiro é o recrutamento de cúmplices, em que alguém já envolvido passa a aliciar outros colegas, sem se expor diretamente. E, por último, a chantagem, quando informações pessoais ou comportamentos são usados como forma de controle.

A palestra também trouxe como base teórica o “triângulo da fraude” ,segundo essa teoria, três fatores precisam coexistir para que uma fraude aconteça:pressão (financeira, pessoal ou profissional), racionalização (as justificativas internas do indivíduo) e oportunidade (falhas ou brechas nos controles da organização).

Como os colaboradores se envolvem nesse crime? E quais são as atitudes suspeitas?

Existem três formas de fraude praticadas dentro das empresas, sendo elas: os premeditados, quando o colaborador entra na empresa já fazendo parte de uma quadrilha, com o objetivo de acessar informações privilegiadas para cometer fraudes, como desvio de mercadorias ou facilitar a entrada de pessoas não autorizadas; a espionagem, quando profissionais se infiltram em organizações para roubar informações confidenciais; e o aliciamento, quando o colaborador não entra na instituição com intenção ilícita, mas aceita a abordagem dos criminosos em troca de benefício próprio.

Estudos da Association of Certified Fraud Examiners (ACFE), apontam que 75% dos indivíduos envolvidos nesse tipo de crime apresentam atitudes suspeitas, como: viver além de seus recursos financeiros, relacionamento muito próximo com fornecedores ou clientes, resistência em compartilhar responsabilidades, irritabilidade e desconfiança.

Como empresas e funcionários devem agir para se prevenir?

O combate ao aliciamento exige uma abordagem estruturada. Entre as principais medidas estão o fortalecimento da cultura ética, treinamentos contínuos de conscientização, implementação de controles tecnológicos, monitoramento de acessos e criação de canais seguros para denúncias. Além disso, é fundamental que as organizações estejam preparadas para responder rapidamente a incidentes, preservando evidências e acionando as autoridades competentes.

Colombres também reforçou que, ao perceber atitudes suspeitas, o colaborador deve procurar seu gestor ou diretor e relatar o que está acontecendo, deixando claro que não faz parte daquela prática. Mediante a isso, a empresa, por sua vez, deve acionar as autoridades para prevenir o crime.

Para obter o material disponibilizado pelo palestrante, clique aqui.

Fontes utilizadas:  https://www.bcb.gov.br/content/publicacoes/rig/RIG-2025.pdf

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Compliance, câmbio e criptoativos pautam debates do Compliance & Business Day

A 9ª edição do Compliance & Business Day, promovida pela ABRACAM, evidenciou a centralidade do compliance na agenda do sistema financeiro, em um contexto de crescente digitalização, avanço dos ativos virtuais e intensificação da regulação. O evento reuniu reguladores, instituições financeiras e autoridades para discutir desafios estruturais e caminhos para maior integração entre setor público e privado.

A presidente da ABRACAM, Kelly Massaro, destacou o fortalecimento institucional da entidade e a ampliação do diálogo com órgãos como Banco Central, Polícia Federal e Secretaria Nacional de Justiça. Entre os avanços, ressaltou o Selo de Conformidade em PLD/FTP como instrumento de autorregulação e padronização de práticas.

Governança, Compliance e Autorregulação

Kelly Gallego Massaro - Presidente Executiva da ABARACAM

Izabela Correa - Diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta -
Banco Central do Brasil

O eixo central do evento reforçou o papel transversal do compliance, com ênfase na cooperação entre instituições. A agenda inclui iniciativas de autorregulação, como o selo de conformidade, e o fortalecimento da governança em resposta à crescente complexidade normativa.

Gerson Romantini - Chefe de Divisão no Banco Central do Brasil

 Regulação de Câmbio e Criptoativos 

Especialistas apontaram que o Brasil vive um ciclo contínuo de ajustes regulatórios, impulsionado pela evolução dos criptoativos e das stablecoins. 
A coexistência entre modelos regulados e não regulados ainda gera insegurança jurídica e limita ganhos de eficiência, ao mesmo tempo em que aumenta a responsabilidade das instituições financeiras na intermediação. 
A expectativa é de maior formalização e supervisão do mercado, com regras mais claras para novos entrantes e operações digitais.  

Esquerda para direita : Lia Susin (Nium) - Marcela Pinori (Visa) - Mathias Fisher (NOMAD) - Nicolas Alonso (Bitso) // Alessandra Raspanti (CAMS) - Gerson Romantini (BCB) - Marcos Cavagnoli (Bradesco)

Combate a Crimes Financeiros e Ativos Virtuais 

A Polícia Federal destacou a crescente relevância dos criptoativos em investigações, classificando-os como vetor recorrente em fraudes financeiras. 
A criação de estruturas especializadas em crimes cibernéticos e iniciativas como o Projeto Tentáculos evidenciam a necessidade de atuação coordenada entre entidades públicas e privadas.  

Dr. Ricardo Saadi COAF

Dr. Otavio Margonari Russo - Polícia Federal

Inteligência Financeira e COAF 

O COAF reforçou seu papel estratégico como unidade de inteligência, essencial para rastreamento de fluxos financeiros ilícitos. 
Apesar dos avanços, o órgão enfrenta limitações operacionais, como equipe reduzida e desafios tecnológicos. A parceria com o setor privado para modernização de sistemas surge como alternativa para ampliar eficiência e padronizar comunicações. 

O evento consolidou a percepção de que o futuro do sistema financeiro brasileiro dependerá da capacidade de equilibrar inovação e regulação, com maior integração institucional, uso intensivo de tecnologia e fortalecimento de mecanismos de governança.

Creditos Imagem: ABRACAM

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